quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

RENOVA-ME

Ando com a sensação de me estar a habituar a más coisas e como diz o provérbio Chinês “As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro”.
Renova-me Senhor porque eu não quero ser igual!!!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

SOMENTE UM TEMPO

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,


somente uma época na vida de cada pessoa

em que é possível sonhar e fazer planos

e ter energia bastante para realizá-los

a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.



Existe somente uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente

e desfrutar tudo com toda intensidade,

sem medo, nem culpa de sentir prazer.



Existe somente uma fase dourada em que a gente pode criar

e recriar a vida, à nossa própria imagem e semelhança

e vestir-se com todas as cores

e experimentar todos os sabores

e entregar-se a todos os amores

sem preconceito nem pudor.



Existe somente um tempo de entusiasmo e coragem

em que todo o desafio é mais um convite à luta

que a gente enfrenta com toda a disposição

de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,

e quantas vezes for preciso.



Esse tempo tão fugaz na nossa vida chama-se PRESENTE

e tem a duração do instante que passa.

João 7:6 Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto.

Deus Abençoe e encoraje todos agora e sempre.

Celso Martins

terça-feira, 15 de maio de 2012

O QUE ESTÁ A ACONTECER NAS IGREJAS HOJE

(Por Pr Marcelo de Oliveira)




Introdução

Muitas pessoas buscam saciar sua fome espiritual na igreja, mas não encontram nela o Pão da Vida. Encontram muito do homem, pouco de Deus. Muito ritual, pouco pão espiritual. Muito da terra, pouco do céu. Estamos substituindo o Pão do céu por outro alimento. Os pregadores pregam para agradar, e não para desafiar. Dão palha em vez de trigo ao povo – Jr 23.28. Estão pregando saúde e prosperidade, e não sobre a cruz de Cristo. Pregam-se os direitos dos homens, não a soberania de Deus. Prega-se sobre libertação e não sobre arrependimento e conversão. Prega-se um outro evangelho e não o evangelho da graça.

Neste sentido o que vemos hoje é uma Igreja Católica querendo ser evangélica. Uma igreja protestante sem protestos. Uma igreja que se diz reformada, carente de uma urgente reforma. Umas igrejas evangélicas, distanciadas do verdadeiro Evangelho. Uma igreja carismática, com muito carisma e pouco caráter. A igreja gloriosa precisa de santos nos púlpitos e nos bancos. Não de santos beatificados e canonizados depois de mortos, mas de santos vivos, audíveis, visíveis, palpáveis, nos seminários, nas ruas, nas faculdades, no trabalho, na família – exalando o aroma de Cristo! Aleluia! Afinal, você deve estar se perguntado: “O que está acontecendo com esta igreja gloriosa que Paulo falou em Efésios 5.27 ?

A graça transformada em libertinagem.

É Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, põe a boca no trombone. Leia o versículo 4. Estão torcendo a mensagem da graça de Deus a fim de arranjarem uma desculpa para sua vida imoral. E o pior disso é que isto está acontecendo dentro de muitas igrejas. Leia o versículo 12. Estes intrusos estão adulterando a graça de Deus. Há uma distância enorme entre a graça de Deus e a libertinagem. Graça é a manifestação maior da misericórdia, da compaixão da paciência de Deus. Graça é o próprio Deus agindo graciosamente para connosco. Enquanto a libertinagem é totalmente oposta a isso.

O culto transformado em show.

Não são apenas os média que estão usando a palavra show para se referir a alguns cultos. Nós mesmos usamos esse termo em nosso meio. Ora, as palavras show e culto não combinam. O dicionário define show como espetáculo de teatro, rádio, TV, com grande montagem – que se destina a diversão – atuação de vários artistas de larga popularidade. Culto: adoração/ homenagem à divindade em qualquer forma (religião). A igreja existe não para oferecer entretenimento, melhora de autoestima, mas sim para adorar a Deus. Se falharmos nisso, a igreja fracassa. Perceba o paradoxo: Convide os jovens de nossas igrejas a um show de música gospel e depois os convide a um congresso de Missões. Veja a diferença de comparecimento em cada lugar.

O tempo destinado à exposição da Palavra em nossas igrejas, está cada vez menor. Há uma cantoria tremenda! Assim como há pão light, geleia light, comidas light, temos hoje também os cultos light: leve, ligeiro, alegre e jocoso!

Dízimos transformados em dividendos.

A ideia que o dízimo/oferta abrem as comportas do céu, e deixam derramar tanta prosperidade que você não terá onde guardar está tão generalizada que parece não haver saída para este câncer que se instalou na mente dos evangélicos. Há pessoas que dão tudo o que tem na esperança de melhorarem sua vida, de serem bem-sucedidos em seus negócios. Foi, é esta malfadada teologia da prosperidade que criou esta mentalidade mercantilista do dízimo.

Escutem amados: Precisamos mais da prosperidade da Teologia, do que a teologia da prosperidade! Dão não como a viúva que ofertou 2 leptos, pequenas moedas de cobre quase sem valor – uma oferta altruísta, sacrificial. Mas dão para escaparem da falência, de uma doença terminal, de uma separação conjugal. Esta capacidade maligna de transformar a arte de dar em receber está profanando e tornando antipática a palavra dízimo, de origem santa. Isto é totalmente contra o princípio de Jesus ensinou conforme Atos 20.35. O dízimo transformado em dividendos (parte dos lucros líquidos que cabe ao acionista de uma empresa mercantil) inverte os papéis e supervaloriza a obra, em detrimento da graça. Desse modo, Deus assume o papel de devedor e o homem assume o de credor.

Milagres transformados em marketing.

Não há quem precise e não busque a face de Deus para obter livramento frente as difíceis situações da vida: enfermidades, desemprego, morte etc. Devemos buscar a Deus nesses momentos, isso é correto. Agora o que acontece: nós tentamos enquadrar nossas necessidades na lei do mercado. Se há procura, deve haver oferta. Se há problemas difíceis demais, triste demais, complexo demais, então, devem-se ter milagres também.

Então, monta-se uma banca, ou um stand de milagres. O nome de Deus é usado inescrupulosamente. Os milagres não são feitos ao pé do ouvido (como Jesus) sem alarde, sem tocar trombeta: mas de forma sensacional; quanto mais público for, melhor será. Se a igreja não fazia milagres, agora ela tem que fazer, pois caso o contrário perderá seus fiéis e para de crescer, como a outra está crescendo. Novamente a uma inversão de valores aqui: quando Jesus, o Messias curava, sempre procurava esconder das multidões os prodígios que ele operava. Ele dizia: não conte a ninguém. Então há aqui, uma inversão bíblica, pois enquanto Jesus disse: “Estes sinais acompanharão os que creem”. Hoje estamos dizendo: os que creem seguiram estes sinais.

A força moral transformada em força numérica.

A famosa declaração de Jesus em Mt 5.13 de que somos o “sal da terra” mostra o valor da força moral, e não o da força numérica. Por causa da ênfase demasiada nos números, transformamos a conversão em adesão, que são acontecimentos totalmente diferentes, quando se trata da salvação e da vida eterna. Jesus, o Pão da Vida, nunca se empolgou com as multidões que o seguiam! Na verdade ele discernia os corações, e sabia que muitos estavam ali, não por seu ensino e doutrina, mas sim pelos milagres que ele realizava.

Você nunca verá um pregador em uma tribuna dizer: Amados, preguei num Congresso que tinha 20 pessoas. Não! Nunca! Como se Deus estivesse apenas nos grandes ajuntamentos. Quando as multidões quiseram fazer dele um rei, ele se afastou e foi para o monte ( Jo 6.15).Que contraste de nossos pregadores. Que amam mais a glória dos homens do que a glória de Deus!

Que o Eterno tenha misericórdia de nós, pois queremos ser a igreja gloriosa, sem mácula e irrepreensível. Amém!

No amor de Jesus,

Celso Martins



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Chora Menina



Vê se choras já essa solidão tão cruel que te tem anoitecido. Chora logo esse silêncio mal feito que ainda deixa passar o som dos teus soluços. Chora logo menina! Abre as portas e as janelas, deixa a claridade entrar e vai ser feliz. Pára de olhar o vento balançando as folhas pela janela e vai senti-lo também. Pára de te ver pequena. Pára de deixar que o mundo louco te te faça ser monótona juntamente com ele. Se tens vontade de mastigar um pouco de nuvem, permite-te entrar nos sonhos. Tens feito pouco isso?! E isso tem te feito mal?!...
Mas agora olha-me. Olha-me com uma cara de quem passou o dia a dormir e não conseguiu sonhar. Olha-me com uma cara de quem vai ver a noite dormir e acordar, para ver se as estrelas despertam um pouco de calma. Olha-me com a cara de quem precisa de um ombro para encostar de leve, mas só encontra uma cama e uns ursinhos doados que não conseguem passar as mãos de levre sobre os teus cabelos desarrumados.
Chora com força menina!
Mas chora baixo, para não acordares os passarinhos.
E chora seco para não inundares a cidade.

PORQUE A TERRA ESTÁ CHEIA DE ADÚLTEROS, E A TERRA CHORA POR CAUSA DA MALDIÇÃO; OS PASTOS DO DESERTO SE SECAM; PORQUE A SUS CARREIRA É MÁ, E A SUA FORÇA NÃO É RETA. (Jeremias 23:10)

Deus Abençoe todos agora e sempre.
Celso Martins

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Desejos & Perdas


Graça e Paz
Todos temos desejos. Desejamos coisas boas. Desejamos saúde. Desejamos bens materiais (para nosso conforto físico ou emocional), uma vida tranquila, bênçãos, um casamento que seja alegre e satisfatório. Um futuro de paz!
Faz parte da natureza humana querer o bem e buscá-lo para si e para os seus. Os mais altruístas buscam-no para todos.
Mas se desejamos é porque não temos, posto que o que temos não é mais desejado, mas realizado. Assim, todo o desejo é filho da falta.
Mas, se nunca deixamos de desejar, significa que estamos sempre a sentir falta. Os que tudo têm, têm ainda este sentimento, sentem falta de algo que não sabem o que é, assim, vivem uma angústia existencial, pois desejam o indefinível – (sentimento miserável).
Desejar é bom. Alcançar a realização do sonho ou objecto do desejo é óptimo. Como é delicioso segurar nos braços ou na alma, o fruto do desejo já realizado.
Entretanto, apesar de estarmos prontos para receber a realização dos sonhos, desejos e necessidades, nem sempre estamos prontos para os perder. É difícil aceitar que, aqui, tudo é passageiro.
A perda não está na nossa programação genética. Nem sempre aprendemos a perder, contudo, a perda é parte tão integral da vida quanto o ganho e a verdade é que todos perderemos durante a nossa vida.
Amigos passarão.
Nossos pais deixarão esta vida - provavelmente antes de nós.
Demissões acontecerão.
Confianças serão traídas.
Amores serão enterrados,
e a saúde não é perpétua.
E a beleza física, ai dessa beleza física, para desespero de alguns, será irremediavelmente perdida, murchará como a erva do campo, como já alertava Salomão: "Enganosa é a beleza e vã a formosura".
Já que todos desejamos, um desejo há que nunca se realizará, o de nunca perder.
Todos passaremos por processos de perda e isso não é fácil. Deve ser aprendido. Estamos prontos para ganhar um filho, mas nem sempre para perder os pais. Prontos para sermos promovidos, mas nem sempre para sermos despedidos.
Jesus dá-nos algumas dicas para que as perdas que se encontrarão com a nossa história sejam menos dolorosas, mas a que agora destaco é o facto de Ele plantar na alma humana a "esperança do porvir", definida na fé da vida após a morte: Não somos deste mundo, apenas estamos neste mundo!
Quando entramos no raciocínio de Jesus, não nos apegamos demasiadamente a esta vida, já que ela é passageira, portanto, esta vida É POR DEFINIÇÃO UMA PERDA ANUNCIADA. Mas a outra vida é uma vida sem perdas, apenas de ganhos, posto que É UMA VIDA ETERNA.
Daí Jesus insistir: "Não ajuntem tesouros na terra, [onde há perdas] onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntem tesouros no céu, [onde não há perdas] onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam."
Mas por quê?
Jesus sabiamente nos dá uma informação valiosa sobre a alma humana: "Porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração."
Se o teu tesouro for a tua beleza física, o teu envelhecimento não será um prazer, mas uma grande dor.
Se o teu tesouro for a tua posição social, posto que o mundo não pára de dar voltas, as próximas rotações te farão enjoar e vomitar.
Se o teu tesouro "eram" as tuas belas acções na bolsa de valores, o teu sono já está comprometido, pois onde está o teu tesouro aí também está o teu coração.
Se colocamos o nosso coração num tesouro que está no céu, as perdas desta vida tornam-se mais simples e menos dolorosas.
De facto não vemos este tesouro do céu, aceitamos este mistério apenas pela fé. E veja como isto é lindo, a angústia da perda a ser curada pelo simples acto de mudar o foco.
Jesus nos ajuda a mudar o nosso foco de um mundo “temporal-material” para o mundo “eterno-espiritual” e assim vivermos menos angustiados diante das muitas perdas que nos alcançarão neste mundo de ganhos e de perdas, de perdas e danos.
Deus Abençoe a Todos, Agora e Sempre!

2011-04-26
C.Martins

quinta-feira, 21 de abril de 2011

फेलिज़ PÁSCOA



GRAÇA E PAZ!

E que seja esta a renovação da humanidade!
A transformação interior do homem!
Porque o mundo precisa de Amor e tu e eu,
de ser feliz!

E que seja esta, a melhor Páscoa!
do que simplesmente... ovos de chocolate!
do que simplesmente... sapatos novos!
do que simplesmente, olhar só para mim!

Páscoa?
Não é apenas uma história de Amor!
Mas muitas histórias de Amor,
feitas por mim e por ti.

Páscoa é vida!
É Amor sublime!
É Pão que alimenta a melhor refeição,
que o mundo perdeu!

Coloca o teu mais belo sorriso,
Espalha perfumes e pegadas sublimes
na calçada do teu próximo!
Acredita que tu és Graça!
Acredita que tens Amor em abundância!

E, se acreditares que o Amor tudo vence,
podes comigo vir comer tua Páscoa!

DEUS Abençoe a todos, agora e sempre.

PÁSCOA FELIZ

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Abraços soprados ao vento!




No mundo que eu não criei

ensinaram-me muitas coisas,

disseram-me que as coisas existem,

olho ao redor e não creio na existência de muitas coisas,

mas sinto que existe um ardente desejo de algo

e esse algo existe e torna-se vivo em mim.

Criamos tantas coisas,

somos criados por tantas outras.

Se alguém sai da linha o seu mundo

torna-se pior para viver.

Mas quem disse que o pior talvez não

seja o melhor e o melhor, talvez não seja o pior?

Quem disse que a paz não é a guerra a nós mesmos

e que a guerra não pode ser o grito mais íntimo por liberdade?

Quem disse que tudo que existe tem que

continuar da forma que está?

E quem disse que tudo que está neste formato

foi feito neste formato?

O problema é que somos bons para aceitar e na hora de criar

só reproduzimos o que nos é mostrado.

Por mim, quero poder criar Abraços soprados ao Vento!

Por mim, quero poder olhar de olhos fechados em Ti!


Graça e Paz

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal!






Todos dizem "o natal é “..... ( … )"; no natal não devíamos... (...) ... mas sim devíamos era lembrarmo-nos da sua verdadeira razão.



O assustador é que quase todos somos capazes de reconhecer isso e de o dizer....mas quantos são os que no dia 25 se lembram DELE?! Quantos são os que LHE dedicam esse dia festivo e tudo o que prepararam?! Poucos..... muito poucos!


Quantos LHE fecham a porta no seu próprio dia?! Quantos nem sequer se lembram DELE e não transmitem aos mais novos as verdadeiras razões de tanta festa?! Muitos....


No nosso dia de anos fazem-nos uma festa, preparam-nos iguarias, dão-nos presentes.....e no dia DELE?! Como ficaríamos se no nosso aniversário nos preparassem uma mega festa e depois se esquecessem de nos convidar?! E se todos trocassem presentes e para nós não houvesse nenhum...?!

.....Não gostaríamos pois não?! Então porque LHE fazemos isso?!




BOM NATAL a todos e não O esqueçam!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Aleivosia!




Sorri, mesmo quando a dor te torturar;
E a saudade atormentar;
Os teus dias tristonhos e vazios.

Sorri, mesmo quando tudo terminar;
E quando nada mais restar;
Do teu sonho encantador.

Sorri, mesmo quando o sol perder a luz;
E sentires o peso de uma cruz;
Nos teus ombros cansados e doridos.
Sorri, mesmo quando a injuria te trouxer atormentado;
Porque o injuriador ao saber que tu sorris;
Poderá ver e não supor;
Que afinal não és falhado, mas sim feliz.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)





Nos 75 anos da sua morte,
aqui fica a homenagem
ao grande homem e ao Poeta que mais admiro.



Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida
é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar

um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo
dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.



Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia
vou construir um castelo...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mágoa!




Vivemos dias em que sofremos mais por causa das pessoas do que por causa das circunstâncias. As pessoas fazem-nos chorar mais do que as dificuldades da vida. Mesmo nas igrejas, vemos a raiz da amargura a crescer a cada dia. Não é fácil prescrever remédios mas a recomendação será que abramos o nosso coração para Deus e esforcemo-nos para romper todas essas dificuldades, com oração e vida no altar do Senhor.
Um dia li uma citação de um Pastor, o Pastor Hernandes Dias Lopes disse: “O resultado da doença das relações humanas é a mágoa”. Esse sentimento de amargura instala-se no chão do coração e lança profundas raízes que trazem perturbações para a alma e contaminação para nós e para os que vivem ao nosso redor. A mágoa é a ira congelada, é o armazenamento dos ressentimentos, é o entulhar do coração com rancor, é o afogar no lodo do ódio, é o viver prisioneiro nas armadilhas da vingança.
A mágoa é uma prisão. É o carcereiro da alma, calabouço das emoções, masmorra escura onde os seus prisioneiros são atormentados pelos verdugos da consciência. Quem se alimenta da mágoa não tem paz, e sem paz não há liberdade, não há alegria e subsequentemente não conhece o amor.
A mágoa é auto-destrutiva. Ferimo-nos a nós mesmos quando alimentamos mágoa por alguém. Guardar mágoa no coração é como beber veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Quem guarda a mágoa no coração vive amarrado pelas grossas correntes da culpa. Quem vive nessa masmorra adoece emocional, física e espiritualmente e há muitas pessoas doentes porque se recusaram a perdoar. Na igreja de Corinto havia muitas pessoas fracas, outras doentes e algumas que já estavam mortas em virtude de relacionamentos doentios (1 Co 11.3). Tiago ordena aos crentes a confessarem os seus pecados uns aos outros para serem curados (Tg 5.16). Há muitas pessoas a viverem cativas no calabouço do diabo, prisioneiras do ódio, acorrentadas pela mágoa, cuja vida espiritual está arruinada. Gente que precisa de ser libertada dessa prisão existencial, desse cativeiro espiritual.
O salmista Davi Orou pedindo a Deus para tirar a sua alma do cárcere (Sl. 142.7). A chave que abre a porta dessa masmorra é o perdão. O perdão traz cura onde a mágoa gerou doença. O perdão traz reconciliação onde a mágoa gerou afastamento. O perdão traz alegria, onde a mágoa produziu tristeza e dor. O perdão restitui aquilo que a mágoa roubou. O perdão é a limpeza da mente e a limpeza dos porões do coração. Perdoar é saldar a conta. É nunca mais lançar no rosto da pessoa a sua dívida. Perdoar é lembrar sem sentir dor. Perdoar é não retaliar. É pagar o mal com o bem. É abençoar aqueles que nos amaldiçoaram. É fazer o bem àqueles que nos fizeram o mal. Perdoar é tomar como exemplo a vida de Jesus, pois ele não retribuiu o mal com o mal, antes por seus opressores intercedeu.
A Palavra de Deus liberta: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8.32).
Jesus Cristo liberta: Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (Jo 8.36).
É hora de sair da prisão que prende a nossa alma com as grossas algemas da mágoa. É hora de experimentar a liberdade do perdão. É hora de tomar posse da vida abundante que Jesus oferece!
Aproveitemos por tudo isto neste dia que se chama HOJE, para reflectirmos sobre as nossas vidas e repensá-las. Será que, todos nós não temos vivido presos em algum ressentimento, mágoa, rancor ou ódio? A falta de perdão, faz-nos ligados aos nossos ofensores e só o perdão unilateral solta estas correntes.
Que Deus me ajude, lhe ajude, a saber perdoar, sempre.
Com votos de total libertação em Cristo, Deus abençoe a todos hoje e sempre.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Impossibilidades!




Graça e paz!

Há um amor, um raiar de sol no meu horizonte,

há um coração que ao ler-te acelera contente.

Ah, se eu pudesse…

Há um anseio que percorre os meus lábios
imaginando-se nos teus,

perdido a sentir o calor
da pele do teu rosto.

Há um desejo que me encanta
em cada centímetro do meu ser.

Ah, se me devorasses com os teus olhos
apenas para atiçar o brilho dos meus!

Se te pudesse tocar, tocar-te-ia
como a onda toca a areia,

de leve, de leve, sussurrando um mar em ti,

fazendo sentir-te enrolada em mim.

Se te pudesse beijar, beijar-te-ia
como a Lua beija o Sol,

num eclipse de delírios, abraços e confissões,

à meia luz de um encontro no infinito.

Se eu pudesse, faria-me leito
para o teu descanso,

se fosses rio, seria remanso
e nas curvas do meu corpo,

deixarias o teu fluir livre
a desaguar o amar.

Se eu pudesse…

Tornaria-me vento, uma estrada,
um girassol da noite ao relento,

esqueceria os riscos e rabiscos da vida,
esqueceria o silêncio,

mesmo que fosse por uma fracção de um momento,

para encontrar a plenitude do amor sem dor

e fazer-me recordação eterna de um doce sentir.

Quem me dera, quem me dera…

Há, se eu pudesse…


Deus Abençoe a todos hoje e sempre!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Rosas brancas!




Queria ser o vento que vem do norte.

Queria desarrumar os teus cabelos,

Expor teus segredos,

Levar teus medos ...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser rosa branca de um jardim celestial,

Desabrochar de madrugada, soltar puras pétalas,

Exalar suave perfume e,

Ouvir teus arrebatados queixumes ...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser o casulo, que o mistério da vida oculta,

Explodir em magnífica borboleta,

E, levar-te em asas coloridas,

Para o éden dos meus desejos ...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser a ponte sobre o rio de tuas lágrimas...

Ser o barco que singra esse rio,

Transportar-te para a margem segura do meu coração...

Secar os teus olhos com meus beijos...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser um caminhante,

Seguir teus passos toda vida,

Calcar os espinhos do caminho,

Para ter o teu amor... o teu carinho...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser a água bendita,

Quando o sol abrasante da dor,

Os teus sentidos turvar,

E, tua boca ressequida, por ela ansiar...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser o oásis onde buscasses refrigério

Quando teu corpo, cansado de vagar,

Pelo deserto da solidão,

Ansiasse pela brisa refrescante,

De um amor perene sempre alimentado com Rosas Brancas!



Que Deus te Abençoe!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Coisas pequenas e subtis




A Todos saúdo com Graça E Paz!


Eclesiastes 8 – 12: Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, contudo eu sei com certeza, que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temem diante dele.

Onde pára a felicidade? Noto, todos corremos atrás dela, estranhamente parece que ninguém a encontra. Será apenas privilégio de uns poucos afortunados? Onde será que ela se esconde? E qual o segredo de quem consegue encontrá-la? Na verdade, não deveria ser tão difícil. Acho que o problema reside em nós, é que nós fugimos dela. Corremos com tudo o que nos dá um prazer genuíno.

Fomos criados a ouvir que o mundo é um vale de lágrimas e que tudo o que é bom exige muito sacrifício, até ser pai é padecer no paraíso. Ou seja, que a tristeza, ao contrário da felicidade, não tem fim. Por isso, quando encontramos a felicidade, talvez não saibamos lidar com ela. Fugimos, ou tomamos quaisquer outros procedimentos para estragar-mos tudo. Repetimos erros, porque não acreditamos que podemos viver felizes. Somos ensinados na busca constante do algo mais e assim não nos permitirmos usufruir do prazer que obtemos das pequenas coisas quotidianas e da felicidade que se nos apresenta de forma subtil. Inventamos novos equipamentos e coisas, novas aspirações, novos desejos, novos medos, novas complicações, só para continuarmos eternos insatisfeitos, infelizes, ansiosos, lamentando a tal felicidade que nunca alcançamos. Simplesmente porque acreditamos que não merecemos, que não somos dignos, que não podemos tê-la tão facilmente. Sim, merecemos ter felicidade. Aqui, agora, neste mundo. E não a felicidade efémera e enganosa contida em consumismos e coisas fúteis. O mundo não é um vale de lágrimas. Há dificuldades, problemas, mas não só isso. Viemos para cá para sermos felizes, para aproveitarmos as belezas que estão ao nosso alcance, para convivermos com as pessoas maravilhosas que habitam ao nosso redor. Não temos que nos culpar por algo que nem sabemos o que é.

A felicidade só pode ser alcançada se estivermos abertos para ela e se dela nos julgarmos merecedores. E todos nós somos.

Ser Feliz está nas nossas mãos.

Deus Abençoe a todos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mar de ilusões!




Graça e Paz


Salmos -106; 15) E ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza às suas almas.


Quem são os Narcisos de hoje?


Na mitologia grega, Narciso era um jovem bonito e vaidoso.

Um dia, Narciso curvou-se para beber água numa fonte e vendo a sua própria face reflectida na água, enamorou-se dela.

A lenda conta-nos que ele foi definhando, dia após dia, sem se alimentar, sem descansar, encantado pelo reflexo de sua própria imagem na superfície da água, até morrer.

Foi Sigmund Freud que acrescentou o termo “narcisismo” ao vocabulário da psicologia para designar amor à própria imagem.

O termo contemplava também a etapa do desenvolvimento na qual a crênça faz do próprio eu o objecto principal de seu amor.

Segundo o manual americano de diagnóstico de distúrbios mentais, narcisistas são indivíduos arrogantes e convencidos, que têm fantasias magníficas sobre eles mesmos. Eles estimam acima de tudo os seus sucessos, precisam constantemente de ser admirados e estão sempre à espera de tratamento especial e preferencial.

Os narcisistas estão convencidos de que merecem mais do que recebem. Preocupam-se em ter boa aparência e em se manterem jovens. Não são sensíveis às necessidades e aos problemas dos outros. Tem pouca tolerância para com a crítica e frequentemente reagem com fúria a ofensas reais ou imaginárias. Em suma, os narcisistas focalizam-se a si mesmos, fascinados com a sua personalidade e com o seu corpo. “Com um individualismo atroz que carece de valores morais e sociais e desinteressam-se por qualquer questão transcendental”.

Percebe-se que o distúrbio em questão é bastante sério e comum de se encontrar nos dias de hoje.

Vivemos dias em que cultivamos o narcisismo, seja na esfera individual, colectiva e dos grandes média. A verdade é que muitos dos valores do mundo contemporâneo não passam de consequências de um narcisismo disfarçado de “bem-estar”, de “saúde”, de “prazer”.

Desta forma parece urgente a todo o cidadão do mundo, mas principalmente a nós Cristãos, fazer uma revisão a todos os valores que temos, em todas as coisas a que damos importância e em que aplicamos as nossas energias.

Nas adolescentes anoréxicas; no exibicionismo de corpos esculturais na televisão; nas cirurgias plásticas excessivas; nos espectadores que compram quaisquer novas ideias impostas pelos média, percebemos o narcisismo reinante.

Talvez seja necessário relembrar as consequências do comportamento de Narciso. Iludidos pela imagem do corpo, pela superficialidade dos valores do mundo, não só o corpo, mas sobretudo a alma vai acabar definhada, perdendo-se num mar de ilusões passageiras.

Quem são os seus "Narcisos"?

Isaías – 10; 18) Também consumirá a glória da sua floresta, e do seu campo fértil, desde a alma até à carne, e será como quando desmaia o porta-bandeira.

Deus abençoe a Todos

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

SEM PALAVRAS


A todos saudo com Graça e Paz.




Não sou de muitas palavras
Nunca fui!
Existe em mim uma necessidade de silêncio
Premente
E limito-me a dizer o insondável
O extremamente necessário
O urgente ... o aflitivo
Não que o seja da minha parte
Mas sim dos outros
Que com olhos postos aguardam
Expectantes
Umas palavras quaisquer
Numa ânsia desmedida
De as conhecer
De as beber
E assim pronuncio-as
Finalmente
Mas palavras são apenas isso,
Palavras!
E mal são ditas perdem o significado
Que tinham antes de proferidas
Como se de uma magia qualquer se tratasse
E o poder só existisse enquanto fechado,
Secreto e sacramentado
Depois de ditas
São banais
Vulgares
Iguais
Palavras
São armas de arremesso
Doce afago no coração
São punhais, terrível traição
São desculpas esfarrapadas
Tristes notícias nos dão

Palavras
São tantas vezes enganos
Tanto faz de conta
Tanta falsa emoção
Deixámos há muito de comunicar
Construímos apenas castelos
Mas no lugar das cartas
Fizemo-lo de palavras
Que do mesmo modo tombam
Perante a realidade de uma acção

Palavras deixaram de ser ditas com o coração
Dizemo-las convictos de nada dizer
Sabendo que caminhamos sem direcção

Palavras são escudos de bem parecer
Ocas de significado sem vontade ou lição
E assim as palavras deixaram de ser
O que diferenciava um ser de outro ser

Palavras
São apenas palavras
Desprovidas de valor
Sem significado
Morreram
Solitárias
Na tinta
Apagada e envelhecida
Dos tratados
E condados
Num outro tempo
Noutro lugar
No passado
Adormecidas

"As palavras são prata, mas o silêncio vale ouro." (Provérbios)

A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

Diz-me tudo o que quiseres... mas não mo digas por palavras.



terça-feira, 20 de julho de 2010

IMORTALIDADE


Graça e Paz!
O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Hebreus 5:7



Alguns séculos antes de nosso Mestre Jesus Cristo ter estado aqui entre nós, viveu em Atenas, um grande filósofo chamado Sócrates.

A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.
Aos setenta e tal anos foi Sócrates condenado à morte, muito embora estivesse inocente.
Enquanto aguardava na cadeia o dia da execução, os seus amigos e discípulos moviam todos os esforços para o preservar da morte.
O condenado, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranquilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.

Na véspera da execução, os seus amigos conseguiram subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão.

Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:

- Foge depressa, Sócrates!

- Fugir, por quê? - Perguntou o preso.

- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?

- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!

- Sim, amanhã terás de beber a taça de veneno mortal - insistiu Críton.

- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!

- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...

Depois, puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:

- Críton, achas que isto aqui é Sócrates?

E, batendo com o punho nos ossos do crânio, acrescentou:

- Achas que isto aqui é Sócrates?... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar a MINHA ALMA! ...

E ficou sentado na cadeia, de porta aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo.

No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e o seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:

- Sócrates, onde queres que te enterremos?

Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:

- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates ... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU A MINHA ALMA...

E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar.

Porque CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos nós, seres IMORTAIS, pois somos
ALMA,

LUZ,

DIVINOS,

ETERNOS...

Por isso NÃO TEMAS, nem azar, senilidade ou doença te matará, porque nós só morremos, quando somos simplesmente ESQUECIDOS...

Nada, mesmo nada, nem mesmo a morte pode trazer o esquecimento até mim.
Deus Abençoe a todos nesta hora e sempre.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

DÚVIDAS

Salmo 139 - 23 e 24: "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno."



Não é meu hábito escrever por aqui sobre problemas concretos da minha vida, muito menos deles dar detalhe, por isso só eu e o Mestre sabemos exactamente de que estou a precisar, mas abro uma excepção para dizer que vivo um momento de dúvida. Não, não estou assustado, sou Cristão, aprendi a sentir beleza em não saber onde vou chegar e em não ter certeza do tempo certo para as decisões que tenho que tomar na minha vida. Aprendi também que Deus não se satisfez apenas com nossa existência. Ele quis também que vivêssemos, nos deu livre arbítrio e por isso mesmo Ele permite a existência de dúvidas e incertezas na nossa jornada. De contrário, a vida não seria vivida, mas cumprida, como que seguindo um regulamento, coisa previsível, onde não haveria espaço para a surpresa e subsequentemente para as lágrimas, sorrisos, dor e alegria. Também acho que se Ele me permitisse saber, de antemão, tudo aquilo que me vai acontecer, eu teria simplesmente existido e passado pela vida sem ter vivido, porque viver é experimentar, é vivenciar, é conhecer, é sentir, é sofrer, é suportar, é rir e chorar, é errar, é aprender, é crescer e amadurecer, é surpreender e surpreender-se, é descobrir os outros e descobrir-se. Viver é estar convicto da existência de um elemento novo, ainda que desconhecido, prestes a fazer com que o nosso coração possa bater mais forte, seja de alegria, seja de tristeza. Viver é saber que o amor e a dor podem até passar, mas o coração continua. Viver é continuar seguindo em frente mesmo sem ter certeza de onde se vai chegar e muito embora com a perfeita consciência do que acima escrevi, aqui reside a minha dúvida.



E então, não conheces a tua bússola? Conheço, mas tenho dúvidas se estou no caminho certo.

Tu Senhor és o meu Norte, mostra-me a direcção, porque sem ti tudo é igual, não existe leme, o caminho torna-se descaminho e a verdade, mentira. As tuas promessas demoram-se. Ajuda-me a não deixar de ver beleza na dúvida e que esta não seja nunca transformada em ingratidão, murmúrio e falta de fé.



Para cada escolha uma renúncia... sempre temos que abrir mão de algo que gostamos para aproveitar outras. Ajudem-me a pensar neste momento porque queria muito acertar.



Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

AMOR CARNAL...

         Graça e Paz

O que mais quero é para sempre equilibrar,


Paixão e amor no mesmo rol das emoções...

Quero de amor à tua vida me enlaçar,

E de paixão me entregar, sem restrições...


Vivem um amor total,

Bandido, leal, vilão...

Mistura de bem e mal,

Nas tramas de um coração...

Podemos pincela-lo com muitas cores, mas o nosso amor é assim... Um viajante do tempo que mescla adoravelmente o passado e o futuro em nosso eterno presente…

Amar é verbo, amor, substantivo. Gramaticalmente.



É simples assim? Sim e não. Simples, mas nem tanto.



Amar é manifestar em pensamentos, palavras e acções o mais expressivo e dignificante dos sentimentos humanos. Amar inclui dedicação, doação, carinho e muitas vezes renúncia.



Amor é, simultaneamente, princípio e fim de tudo isso; o amor consegue ser causa e consequência das acções do verbo amar.

Em si, o amor afectivo e o amor carnal não têm nada de nobre; o homem procura neles a sua própria satisfação; o que enobrece o amor é o carácter espiritual, pelo qual os que se amam aspiram a realizar juntos uma perfeição mais alta e pelo qual aquele que ama pretende o bem do amado. Mas o amor nutre-se, manifesta-se e expande-se no afectivo e no carnal. Um amor puramente espiritual, desligado da carne, é inumano ou sobre-humano. É inumano se se não apoia noutras realidades além das humanas. O homem, considerado em si mesmo e nas condições habituais da sua natureza, está feito para um amor de proporções humanas, e estas exigem que a afectividade e o próprio corpo, nos seus instintos mais profundos, estejam comprometidos no amor. Mas a nobreza e a pureza do amor afectivo e carnal dependem do amor espiritual que manifestam. Não é possível separá-los.

Nem toda a queda é lamentável... Se um dia tiveres que cair, que seja de amor por alguém. É uma queda que vale a pena!

Deus Abençoe a todos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sal da Terra, Fermento e Luz do Mundo


A todos saúdo com Graça e Paz;


( 1 João 3:17-18)


Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?


Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.”

Nos dias de hoje, em que estamos a viver a revolução do fim da era industrial, como a vivida há 200 anos, quando a agricultura deixou de ser a maior fonte de emprego, sendo que agora, a fonte do emprego está a ser na área do conhecimento, confesso que também ando confuso com isto, mas o que acho é que a crise internacional actual é a crise do mercado sem regras, sem valores, que faliu completamente do mesmo modo que caiu o muro de Berlim. O trabalho deveria estar inserido na vida das pessoas de modo a não ofender o sentido dessa mesma vida. Fico perplexo, por ver creches e colégios abertos das sete às vinte horas, para substituírem já não parcialmente como deviam os pais que estão demasiado tempo no trabalho, por isso penso ser legítimo perguntar-me se não estaremos nós a ir atrás de um certo estilo de vida que sacrifica demasiado as pessoas e que não vê a realidade sob o ponto de vista cristão e ético e é isto que me faz reflectir sobre o papel que um Estado Social moderno como o que existe no meu pais deve acautelar.


Em jeito de prólogo quero deixar bem patente que sou um crente com esperança e que apesar toda a crise económica mundial acredito no amanhã e por isso apelo à abertura de boas vontades para que se encorajem novas formas de encontro, de debate e de solidariedade para todos os problemas.


Em Portugal, o Programa de Reinserção Social (Vulgo Rendimento Mínimo) é talvez o mais bem sucedido entre os vários programas sociais criados e continuados pelos últimos governos, destinado a contornar vários problemas endémicos como a má distribuição da riqueza, as deficiências do sistema de ensino, o desemprego estrutural e a baixa qualificação da mão-de-obra do país. Analisando alguns dados disponíveis, eles revelam-nos a enorme abrangência alcançada pelo programa, sobretudo nos subúrbios das grandes áreas metropolitanas de cidades como Lisboa, Porto, Braga e Setúbal.


Criado com o objectivo de permitir às famílias de baixo rendimento uma ajuda para viverem com o mínimo de dignidade, a verdade é que actualmente o Rendimento Mínimo, tornou-se para muitas famílias a única fonte de sustento, por isso essencial e da qual dependem integralmente. O programa de forma geral é bastante elogiado, mas existem muitos críticos, nomeadamente no discurso político, que o acusam de não estar vinculado a outras estratégias que permitam que os beneficiários venham a romper com o ciclo de pobreza. Ainda assim, estes críticos reconhecem que determinadas famílias vivem em condições sociais e económicas tão débeis que não lhes é possível gerarem riqueza para o seu sustento, necessitando desta forma de uma protecção económica do estado. O lado negro desta forma de assistencialismo, é a exploração política de que este tipo de programa é vítima e a acomodação desonesta encontrada entre alguns de seus beneficiários, que simplesmente se adaptaram a esta forma de vida, ainda que tenham condições de gerarem o seu próprio sustento através do seu trabalho. Isto sem falar nos casos de atribuições ilícitas, um tipo de fraude que infelizmente é bastante comum em relação a todos os benefícios prestados pelo estado, contudo, penso que os problemas e os vícios inerentes às prestações sociais por parte do estado não invalidam o exercício desta função. De um ponto de vista moral e humano, enquanto persistirem os problemas estruturais responsáveis pela pobreza, é necessário que o estado continue a prestar esta assistência, como uma forma de minimizar as consequências desta pobreza, como condição de sobrevivência para muitas famílias.


Mas esta questão tem entretanto um lado que não diz respeito ao governo, mas à própria sociedade. Em que medida cada cidadão é também co-responsável no exercício desta função de ajuda? As pessoas de um modo geral estão prontas e mobilizam-se para ajudarem os seus semelhantes em condições atípicas, como no caso de cataclismos naturais, guerras e epidemias. No entanto, no quotidiano, é bastante raro encontrar pessoas dispostas a mitigar o sofrimento de muitos que vivem permanentemente numa situação de calamidade pessoal e de vida indigna.


O cidadão comum convive com a miséria de muitos de seus semelhantes no dia-a-dia, como coisa normal, indiferente ao seu sofrimento e à condição desumana na qual vivem muitas e muitas pessoas. Esta indiferença é alegada em motivos como: - A responsabilidade pela assistência social é do governo, não da sociedade civil. Afinal é para isto que pagos os meus impostos e não quero ajudar a preservar situações sociais irregulares e portanto referendar a inércia do estado; Muitos dos que recebem prestações sociais são pessoas preguiçosas ou desonestas, que tiram proveito desta situação apesar de não terem essa necessidade; Ajudar estas pessoas é fomentar indirectamente o culto à preguiça, ao consumo de álcool e de drogas.


Todas estas objecções a princípio são válidas e baseiam-se em fatos comprovados. Entretanto, elas não justificam, por si só, a recusa do cidadão comum em ajudar o necessitado. Da mesma forma que a existência comprovada de famílias efectivamente carentes justifica a manutenção dos programas sociais do governo; apesar dos vícios decorrentes do mau uso dos seus benefícios, também a existência comprovada de pessoas efectivamente carentes justifica a prestação de assistência individual que lhes é dada, não somente por parte do estado, mas também por iniciativa de cada cidadão. Relegar apenas ao estado a responsabilidade nesta matéria é no mínimo uma demonstração de insensatez e desconhecimento da realidade da máquina administrativa do estado. Está historicamente demonstrado que o estado é incapaz, por si só, de exercer, de modo efectivo, todas as funções sociais que lhe são próprias, apesar dos impostos que de nós recebe.


A questão discutível portanto, é a forma como esta ajuda deve ser prestada. A maioria das pessoas recusa-se, mais por uma questão de comodismo que de ordem prática, a envolver-se directamente com os problemas de sua comunidade, sob a alegação de que este trabalho deve ser exercido apenas por instituições civis devidamente organizadas para isso. As actividades sociais prestadas por tais instituições quando seriamente administradas, são realmente efectivas. Não apenas pela sua abrangência, mas também pela eficiência com que atendem àqueles que delas necessitam. Muitas destas instituições estão voltadas não apenas para remediar situações de carência, mas também para proporcionar meios de reverter situações crónicas de dependência social, através da formação profissional ou de outras estratégias de inclusão.


Entretanto, nem todos os casos de carência humana podem ser encaminhados aos cuidados de instituições sociais. Não é possível, por exemplo, que ao deparar com uma pessoa que encontro na rua e que percebo estar literalmente com fome, eu lhe diga simplesmente para procurar uma ONG ou uma outra instituição qualquer para que lhe dêem uma refeição. Como também não é possível dizer a uma pessoa que está prestes a suicidar-se que aguarde a chegada de um psicólogo. Além disso, as instituições sociais têm limitações no que respeita a recursos financeiros e humanos, que as impossibilitam de atender a todo o volume de pessoas necessitadas existentes numa comunidade.


Caberá sempre portanto, ao cidadão comum, uma parcela de responsabilidade no exercício da ajuda social. Os argumentos comummente alegados para a recusa em assumir esta responsabilidade, acima mencionados, não podem ser entretanto discutidos apenas do ponto de vista político ou social, mas requerem a consideração de princípios Cristãos. Nem sempre é possível, por exemplo, saber se um indivíduo que pede auxílio é realmente carente, ou se é desonesto, ou se é simplesmente preguiçoso. Também não é sempre possível saber se o dinheiro dado como esmola a um jovem ou um adulto não vai ser usado para comprar álcool ou drogas.


A doutrina Cristã afirma o livre arbítrio de cada um e a responsabilidade de cada indivíduo pelos seus actos perante Deus. Por isto, a Palavra afirma que não devemos julgar levianamente a conduta de ninguém e também que a nossa generosidade deve ser incondicional, a ponto de ser estendida até mesmo aos nossos inimigos. Mateus 7:1-2).


1 Não julgueis, para que não sejais julgados.


2 Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão-de medir a vós.


Isto significa que se alguém explora conscientemente a boa fé alheia, ou se faz mau uso de uma ajuda que recebe, ele ou ela prestará contas a Deus por isso, mais cedo ou mais tarde (Romanos 2:5-11).


5 Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;


6 O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber:


7 A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;


8 Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade;


9 Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego;


10 Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego;


11 Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.

Isto não deve portanto ser empecilho para que eu seja solidário com o meu semelhante, a menos é claro, que eu o conheça e saiba com certeza que ele fará mau uso daquilo que pede. Também o bom senso manda que é preferível oferecer ajuda em bens materiais; roupas, remédios e alimentos, do que em dinheiro. O que faria Jesus se caminhasse hoje por nossas ruas?


A solidariedade cristã é totalmente diversa da solidariedade humanista, pois enquanto esta é exercida por uma questão de responsabilidade social apenas, de forma discriminada, normalmente alardeada publicamente e em geral usada como meio para aplacar uma consciência inquieta; aquela é exercida por amor a Cristo, de forma incondicional, discreta e generosa. A verdadeira solidariedade cristã não discrimina aquele que recebe o benefício e tampouco espera recompensa por aquilo que faz (Lucas 6:33-35).


33 E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.


34 E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.


35 Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.

Existem entretanto alguns cristãos que afirmam que não se deve dar esmolas, mas apenas evangelizar, pois o verdadeiro cristão não precisa pedir esmolas. Com efeito, a palavra de Deus afirma que por meio da sua fé, o justo é sustentado pela providência divina e que ainda que venha a enfrentar situações de carência material que não possa solucionar; Deus cuidará, por sua graça e poder, para que sejam supridas todas as suas necessidades (Salmos 34:19; 37:25).


19 Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas


25 Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.

Entretanto, é preciso lembrar que o não convertido vê as suas carências de uma forma totalmente diversa do cristão, pois ainda não foi espiritualmente restaurado por Deus. O seu coração está endurecido e antes que ele possa render-se à Graça de Deus, é essencial que ele perceba naquele que o evangeliza a misericórdia desse Deus, através da provisão de suas necessidades imediatas (Lucas 12:33).


33 Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói.


Evidentemente, o cristão não tem que sustentar ou ajudar indefinidamente aqueles que batem à sua porta, e que mesmo depois de receberem cuidados e serem apresentados a Cristo, adiam indefinidamente a decisão de lhe entregarem as suas vidas. Muito menos deve o cristão ajudar o impenitente, aquele que declaradamente se recusa a arrepender-se de más condutas e persiste intencionalmente nos mesmos erros.


Assim, o trabalho social praticada por instituições religiosas e pelos cristãos em geral é deveras importante para ser esquecido ou deixado de lado. Lamentável e tristemente constato que, no meio evangélico, o conceito de amor ao próximo geralmente limita-se à evangelização e à intercessão espiritual. Certamente praticamos a principal forma de demonstração de amor ao próximo, ao anunciar o reino de Deus e a urgência da busca da salvação em Cristo, mas, entretanto, não podemos esquecer de que Cristo não exortou apenas a fazer discípulos em todas as nações, mas também a curar os enfermos, a libertar do jugo do mal, a alimentar o faminto e a consolar os aflitos.


O falso cristão, o cristão religioso, cumpre apenas os preceitos da sua igreja, pode até frequentar fielmente os cultos e participar em campanhas evangélicas, mas, se se esquecer de estender a mão para o seu semelhante, ou ignora o clamor daqueles que clamam por auxílio todos os dias, nos hospitais, nos asilos, nas cadeias, nas creches e até mesmo na casa ao lado da sua . . .


A actividade de ajuda social pode e deve ser exercida pela igreja, tanto enquanto instituição como individualmente, por cada um de seus membros, pois ela é a comprovação prática de obediência ao evangelho de Cristo. Jesus ilustra, através da parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:30-37), a forma pela qual deve ser posto em prática o mandamento divino do amor ao próximo.


30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.


31 E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.


32 E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.


33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;


34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;


35 E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.


36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?


37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.

Por este motivo, a ajuda social quando praticada pela igreja ou pelo cristão, é uma porta pela qual muitos ouvem o chamado de Deus e se convertem, exactamente pelo fato de que o não convertido percebe, através dela, que aquele que prega o amor de Deus demonstra, em sua vida, que a sua fé é autêntica e que ele pratica aquilo que prega.


Caríssimos, o Cristão tem que ser tão diferente de homens incrédulos, como Jesus o foi claramente diferente das pessoas do mundo naquela época. O crente tem que ser como que uma espécie separada, inigualável, destacada do eu. Nele deve existir alguma coisa que o distinga de todas as outras pessoas, alguma coisa que possa ser patente e inequivocamente reconhecida pelos outros, pois só assim poderá ser o Sal da Terra, o Fermento e a Luz do Mundo.

Deus Abençoe a todos