sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Rosas brancas!




Queria ser o vento que vem do norte.

Queria desarrumar os teus cabelos,

Expor teus segredos,

Levar teus medos ...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser rosa branca de um jardim celestial,

Desabrochar de madrugada, soltar puras pétalas,

Exalar suave perfume e,

Ouvir teus arrebatados queixumes ...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser o casulo, que o mistério da vida oculta,

Explodir em magnífica borboleta,

E, levar-te em asas coloridas,

Para o éden dos meus desejos ...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser a ponte sobre o rio de tuas lágrimas...

Ser o barco que singra esse rio,

Transportar-te para a margem segura do meu coração...

Secar os teus olhos com meus beijos...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser um caminhante,

Seguir teus passos toda vida,

Calcar os espinhos do caminho,

Para ter o teu amor... o teu carinho...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser a água bendita,

Quando o sol abrasante da dor,

Os teus sentidos turvar,

E, tua boca ressequida, por ela ansiar...

Ah, como eu queria ser ...!

Queria ser o oásis onde buscasses refrigério

Quando teu corpo, cansado de vagar,

Pelo deserto da solidão,

Ansiasse pela brisa refrescante,

De um amor perene sempre alimentado com Rosas Brancas!



Que Deus te Abençoe!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Coisas pequenas e subtis




A Todos saúdo com Graça E Paz!


Eclesiastes 8 – 12: Ainda que o pecador faça o mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, contudo eu sei com certeza, que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temem diante dele.

Onde pára a felicidade? Noto, todos corremos atrás dela, estranhamente parece que ninguém a encontra. Será apenas privilégio de uns poucos afortunados? Onde será que ela se esconde? E qual o segredo de quem consegue encontrá-la? Na verdade, não deveria ser tão difícil. Acho que o problema reside em nós, é que nós fugimos dela. Corremos com tudo o que nos dá um prazer genuíno.

Fomos criados a ouvir que o mundo é um vale de lágrimas e que tudo o que é bom exige muito sacrifício, até ser pai é padecer no paraíso. Ou seja, que a tristeza, ao contrário da felicidade, não tem fim. Por isso, quando encontramos a felicidade, talvez não saibamos lidar com ela. Fugimos, ou tomamos quaisquer outros procedimentos para estragar-mos tudo. Repetimos erros, porque não acreditamos que podemos viver felizes. Somos ensinados na busca constante do algo mais e assim não nos permitirmos usufruir do prazer que obtemos das pequenas coisas quotidianas e da felicidade que se nos apresenta de forma subtil. Inventamos novos equipamentos e coisas, novas aspirações, novos desejos, novos medos, novas complicações, só para continuarmos eternos insatisfeitos, infelizes, ansiosos, lamentando a tal felicidade que nunca alcançamos. Simplesmente porque acreditamos que não merecemos, que não somos dignos, que não podemos tê-la tão facilmente. Sim, merecemos ter felicidade. Aqui, agora, neste mundo. E não a felicidade efémera e enganosa contida em consumismos e coisas fúteis. O mundo não é um vale de lágrimas. Há dificuldades, problemas, mas não só isso. Viemos para cá para sermos felizes, para aproveitarmos as belezas que estão ao nosso alcance, para convivermos com as pessoas maravilhosas que habitam ao nosso redor. Não temos que nos culpar por algo que nem sabemos o que é.

A felicidade só pode ser alcançada se estivermos abertos para ela e se dela nos julgarmos merecedores. E todos nós somos.

Ser Feliz está nas nossas mãos.

Deus Abençoe a todos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mar de ilusões!




Graça e Paz


Salmos -106; 15) E ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza às suas almas.


Quem são os Narcisos de hoje?


Na mitologia grega, Narciso era um jovem bonito e vaidoso.

Um dia, Narciso curvou-se para beber água numa fonte e vendo a sua própria face reflectida na água, enamorou-se dela.

A lenda conta-nos que ele foi definhando, dia após dia, sem se alimentar, sem descansar, encantado pelo reflexo de sua própria imagem na superfície da água, até morrer.

Foi Sigmund Freud que acrescentou o termo “narcisismo” ao vocabulário da psicologia para designar amor à própria imagem.

O termo contemplava também a etapa do desenvolvimento na qual a crênça faz do próprio eu o objecto principal de seu amor.

Segundo o manual americano de diagnóstico de distúrbios mentais, narcisistas são indivíduos arrogantes e convencidos, que têm fantasias magníficas sobre eles mesmos. Eles estimam acima de tudo os seus sucessos, precisam constantemente de ser admirados e estão sempre à espera de tratamento especial e preferencial.

Os narcisistas estão convencidos de que merecem mais do que recebem. Preocupam-se em ter boa aparência e em se manterem jovens. Não são sensíveis às necessidades e aos problemas dos outros. Tem pouca tolerância para com a crítica e frequentemente reagem com fúria a ofensas reais ou imaginárias. Em suma, os narcisistas focalizam-se a si mesmos, fascinados com a sua personalidade e com o seu corpo. “Com um individualismo atroz que carece de valores morais e sociais e desinteressam-se por qualquer questão transcendental”.

Percebe-se que o distúrbio em questão é bastante sério e comum de se encontrar nos dias de hoje.

Vivemos dias em que cultivamos o narcisismo, seja na esfera individual, colectiva e dos grandes média. A verdade é que muitos dos valores do mundo contemporâneo não passam de consequências de um narcisismo disfarçado de “bem-estar”, de “saúde”, de “prazer”.

Desta forma parece urgente a todo o cidadão do mundo, mas principalmente a nós Cristãos, fazer uma revisão a todos os valores que temos, em todas as coisas a que damos importância e em que aplicamos as nossas energias.

Nas adolescentes anoréxicas; no exibicionismo de corpos esculturais na televisão; nas cirurgias plásticas excessivas; nos espectadores que compram quaisquer novas ideias impostas pelos média, percebemos o narcisismo reinante.

Talvez seja necessário relembrar as consequências do comportamento de Narciso. Iludidos pela imagem do corpo, pela superficialidade dos valores do mundo, não só o corpo, mas sobretudo a alma vai acabar definhada, perdendo-se num mar de ilusões passageiras.

Quem são os seus "Narcisos"?

Isaías – 10; 18) Também consumirá a glória da sua floresta, e do seu campo fértil, desde a alma até à carne, e será como quando desmaia o porta-bandeira.

Deus abençoe a Todos

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

SEM PALAVRAS


A todos saudo com Graça e Paz.




Não sou de muitas palavras
Nunca fui!
Existe em mim uma necessidade de silêncio
Premente
E limito-me a dizer o insondável
O extremamente necessário
O urgente ... o aflitivo
Não que o seja da minha parte
Mas sim dos outros
Que com olhos postos aguardam
Expectantes
Umas palavras quaisquer
Numa ânsia desmedida
De as conhecer
De as beber
E assim pronuncio-as
Finalmente
Mas palavras são apenas isso,
Palavras!
E mal são ditas perdem o significado
Que tinham antes de proferidas
Como se de uma magia qualquer se tratasse
E o poder só existisse enquanto fechado,
Secreto e sacramentado
Depois de ditas
São banais
Vulgares
Iguais
Palavras
São armas de arremesso
Doce afago no coração
São punhais, terrível traição
São desculpas esfarrapadas
Tristes notícias nos dão

Palavras
São tantas vezes enganos
Tanto faz de conta
Tanta falsa emoção
Deixámos há muito de comunicar
Construímos apenas castelos
Mas no lugar das cartas
Fizemo-lo de palavras
Que do mesmo modo tombam
Perante a realidade de uma acção

Palavras deixaram de ser ditas com o coração
Dizemo-las convictos de nada dizer
Sabendo que caminhamos sem direcção

Palavras são escudos de bem parecer
Ocas de significado sem vontade ou lição
E assim as palavras deixaram de ser
O que diferenciava um ser de outro ser

Palavras
São apenas palavras
Desprovidas de valor
Sem significado
Morreram
Solitárias
Na tinta
Apagada e envelhecida
Dos tratados
E condados
Num outro tempo
Noutro lugar
No passado
Adormecidas

"As palavras são prata, mas o silêncio vale ouro." (Provérbios)

A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

Diz-me tudo o que quiseres... mas não mo digas por palavras.



terça-feira, 20 de julho de 2010

IMORTALIDADE


Graça e Paz!
O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Hebreus 5:7



Alguns séculos antes de nosso Mestre Jesus Cristo ter estado aqui entre nós, viveu em Atenas, um grande filósofo chamado Sócrates.

A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.
Aos setenta e tal anos foi Sócrates condenado à morte, muito embora estivesse inocente.
Enquanto aguardava na cadeia o dia da execução, os seus amigos e discípulos moviam todos os esforços para o preservar da morte.
O condenado, porém não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranquilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.

Na véspera da execução, os seus amigos conseguiram subornar o carcereiro (desde daquela época já existia essa prática...), que abriu a porta da prisão.

Críton, o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:

- Foge depressa, Sócrates!

- Fugir, por quê? - Perguntou o preso.

- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?

- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!

- Sim, amanhã terás de beber a taça de veneno mortal - insistiu Críton.

- Vamos, mestre, foge depressa para escapares à morte!

- Meu caro amigo Críton - respondeu o condenado - que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim ...

Depois, puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:

- Críton, achas que isto aqui é Sócrates?

E, batendo com o punho nos ossos do crânio, acrescentou:

- Achas que isto aqui é Sócrates?... Pois é isto que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar a MINHA ALMA! ...

E ficou sentado na cadeia, de porta aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou estranho idealismo.

No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e o seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe, entre soluços:

- Sócrates, onde queres que te enterremos?

Ao que o filósofo, semiconsciente, murmurou:

- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates ... Quanto a esse invólucro, enterrai-o onde quiserdes. Não sou eu... EU SOU A MINHA ALMA...

E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o segredo da FELICIDADE, que nem a morte lhe pôde roubar.

Porque CONHECIA-SE A SI MESMO, O SEU VERDADEIRO EU DIVINO. ETERNO. IMORTAL..."
Assim somos nós, seres IMORTAIS, pois somos
ALMA,

LUZ,

DIVINOS,

ETERNOS...

Por isso NÃO TEMAS, nem azar, senilidade ou doença te matará, porque nós só morremos, quando somos simplesmente ESQUECIDOS...

Nada, mesmo nada, nem mesmo a morte pode trazer o esquecimento até mim.
Deus Abençoe a todos nesta hora e sempre.